terça-feira, 16 de agosto de 2011

Lendas e Mitos sobre Depressão


Depressão não é fraqueza, nem falta de força de vontade, nem covardia e também não se resolve dando tapinha nas costas e muito menos mandando alguém ir para a academia fazer exercício físico.
O exercício físico pode até ajudar, palavras de incentivo também, mas como toda doença o tratamento é sério e envolve uma boa psicoterapia com um bom psicólogo e em geral na grande parte dos casos, o acompanhamento médico pelo psiquiatra e uso de medicamentos.
O que se sabe até hoje no meio científico, é que a depressão, assim como outras doenças psiquiátricas, é um somatório de fatores do organismo e agentes causadores de stress.
Por isso, para se proteger, fique sempre atento ao seu estilo e qualidade de vida e principalmente faça um bom uso do seu tempo disponível, a falta de tempo é uma das maiores causas de stress. Cuide de você antes de tudo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Felicidade....

..."vamos falar um pouco sobre felicidade..
Eu acho que felicidade é como regime : todo mundo sabe o que fazer mas poucos colocam em pratica.
e você qual o segredo da sua felicidade?
bom final de semana"...

Comer, Pensar, Sentir


Comer, Pensar, Sentir
Angelita Corrêa Scardua – Psicóloga
        Qual seria o papel da comida em nossa vida? Suprir o nosso corpo com os nutrientes necessários para o adequado funcionamento do organismo. Ah! É?! Então porque os distúrbios alimentares e as relações compulsivas com o alimento seriam tão recorrentes?
        Pode até ser que num primeiro momento a comida tenha em nossa vida um papel eminentemente funcional, ou seja, prover energia. Contudo, o ato de se alimentar não é diferente de outras práticas humanas. Logo, para os seres humanos, comer está tão associado às emoções como fazer sexo ou trabalhar. Desde o útero materno nossa relação com a comida vai sendo margeada pela vivência emocional de nossas mães. Pois é, o bebê pode compartilhar tanto as emoções negativas quanto as positivas vivenciadas pela mãe. Essa interação emocional se dá por meio da presença de hormônios associados a cada tipo de emoção, e que chegam até o feto via placenta. É, também, por meio da placenta que recebemos os nutrientes necessários ao nosso desenvolvimento no ventre materno. Esse processo alimentar precoce nos insere no mundo dos sabores e, assim, iniciamos a formação do paladar. Por meio dos sabores básicos – doce, salgado, azedo, amargo –, contidos nos alimentos que nossas mães comem durante a gravidez, aprendemos a apreciar mais um sabor do que outro. Caso a nossa mãe goste de aplacar a ansiedade, por exemplo, com chocolates, muito cedo nosso cérebro pode aprender a estabelecer uma relação entre “alívio” de emoções negativas com a ingestão de açúcar.
        Dessa forma, nossa relação com a comida, desde muito cedo, é afetada pelas emoções. Depois que nascemos a relação entre comida e afeto tende a ser ampliada e solidificada. Invariavelmente, um dos primeiros recursos utilizados pelos adultos para aplacar o choro de um bebê é o alimento. Além disso, a experiência de ser alimentado é, por si só,reconfortante. Em geral, a alimentação do bebê é acompanhada de contato físico e palavras de carinho, o que fortalece a relação entre alimento e emoção. Para o bebê, a sensação de ser amado/cuidado ganha significado quando ele é tocado, olhado, aquecido, reconfortado, etc.; e todas essas ações são potencializadas no momento da alimentação. A medida que crescemos, aprendemos que a comida também serve como ponto de contato entre pessoas, de forma geral. Sem nos darmos conta, adotamos a comida como parte essencial das nossas relações pessoais e de todos os momentos da nossa vida em que compartilhamos experiências: comemos quando visitamos alguém, quando brincamos, quando trabalhamos, quando vamos à escola, nas datas festivas, para comemorar nosso nascimento e dos outros, quando saímos com os amigos, quando namoramos. Para cada momento emocionante da nossa vida, há uma grande chance de haver um alimento envolvido.
      A onipresença dos alimentos em nossa vida é tão natural que quase nunca pensamos nisso, simplesmente comemos! Assim, cada emoção vivida, cada experiência arquivada na memória, cada sentimento guardado pode ter sido nutrido por um alimento, ou mais. Essa relação tão íntima entre comida e emoção, nos leva a atribuir ao alimento um valor muito maior do que o de simples repositor energético. Pelo fato do alimento permear a nossa experiência afetiva – tanto no campo social quanto no privado –, comer acaba por tornar-se uma expressão dos nossos valores culturais, socioeconômicos e religiosos. Se comemos carne ou não, se restringimos o porco ou os mariscos, se preferimos fast food à comida caseira, se gostamos de preparar o próprio alimento, se nos deleitamos com os vegetais ou com os doces, se utilizamos a comida para seduzir, se acreditamos que a comida da mãe é a melhor de todas…cada opção que fazemos ao comer pode revelar algo da nossa história pessoal.
        O ato de comer, portanto, acaba por ser identificado como estilo de vida, identidade, personalidade. Nesse sentido, é mais do que válida a máxima “você é o que você come”! Nossas escolhas alimentares expressam muito daquilo que acreditamos nos definir como indivíduos, incluindo a forma como lidamos com as nossas emoções. Um fator contribui muito para isso: nossa educação! A forma como nossos pais, ou outros cuidadores, gerenciam emoções e alimentos produz uma marca indelével na nossa relação com a comida e a afetividade. Há pais, por exemplo, que utilizam a comida como recompensa; é o doce dado em troca de um bom comportamento, ou de uma tarefa cumprida.
        Outros que usam a comida como punição, como ter de comer até limpar o prato – algo que não se deseja mais – porque se é economicamente privilegiado. Muitos pais transformam o alimento em carinho/conforto, oferecendo agrados gustativos quando estamos tristes ou doentes, ou quando ficaram ausentes por muito tempo. E, por fim, tantos pais há que fazem da alimentação um instrumento de tortura e dominação, obrigando as crianças a comerem, coisas que eles mesmos não comem, ou associando o ato de (não)comer a padrões estéticos, e possível (in)sucesso futuro.
        O uso que aprendemos a fazer da comida vai, assim, contribuindo para modelar as nossas relações afetivas,com os outros e com nós mesmos. Afinal, do ponto de vista psicológico, cada tipo humano tem uma maneira particular de gerenciar as próprias emoções, e essa distinção emocional influencia nossas preferências, ou seja, nossa percepção do mundo. Portanto, percebemos o mundo a partir das experiências que acumulamos. Com o afeto não é diferente. Nossa forma de perceber – avaliar, lidar, definir, etc. – as relações afetivas vai sendo construída à medida que nos relacionamos. Como comer é uma parte essencial das nossas relações sociais e, como vimos, carregada de conteúdos emocionais, cada alimento – ou grupo de alimentos – que preferimos comer pode estar relacionado às emoções que estamos sentindo. Isso é particularmente verdadeiro quando não estamos conscientes das emoções que nos dominam, é aí que as velhas formas de associar alimento e afeto, aprendidas na infância com os pais, podem ganhar força e assumir o controle do nosso comportamento alimentar. O extremo da dominação das nossas emoções pelo padrão alimentar são os distúrbios alimentares, inevitavelmente marcados pelos comportamentos compulsivos e excessivos – para mais ou para menos –, que aprisionam a expressão da identidade individual aos hábitos alimentares.
 
A maioria dos hábitos alimentares, no entanto, comuns no dia-a-dia de muita gente, não indicam desequilíbrio emocional mas podem nos ajudar a entender como andam nossas emoções. Por exemplo:
 
Quando sentimos forte necessidade de comer carnes – e outros alimentos que podemos rasgar, cortar e mastigar repetidas vezes –, é bem provável que sentimentos associados à raiva, à irritação e ao stress estejam povoando nossa mente. Porque isso acontece? As emoções associadas ao stress: medo, insegurança, ansiedade, etc., ativam em nosso cérebro mecanismos muito primitivos de proteção e defesa. Primitivos o suficiente para desencadear reações primárias de ataque, como morder e rasgar, por exemplo. Então, antes de entupir as artérias com gordura animal, é melhor avaliar que fatores da vida estão gerando tanta raiva. No longo prazo, mudar a própria vida dá mais trabalho do que devorar um churrasco mas os benefícios são infinitamente maiores.
        O desejo por comidas “à granel”, de pequeno tamanho, como pipoca,chips, salgadinhos, castanhas, etc., pode estar associado à ansiedade. A ansiedade é uma emoção que nos distraí. O cérebro ansioso perde capacidade de memorizar e de aprender. A ansiedade compromete nossa atenção, nos impedindo de focar nas tarefas que desempenhamos. Quando ansiosos, nos tornamos dispersos e inquietos. O ato mecânico e repetitivo de pegar coisinhas pequeninas e levá-las à boca, nos ajuda a manter o foco porque parte da energia mental, dispersa na ansiedade, pode ser canalizada para a tarefa repetitiva. Além disso, o exercício de triturar esse tipo de alimento(crocante), ajuda a dar vazão à raiva que quase sempre acompanha a ansiedade. O problema dessa estratégia é que coisinhas miúdas são comidas aos montes: montes de calorias, montes de má-digestão…Identificar a origem da ansiedade e tentar resolver o problema que a está gerando é a melhor solução!
        Doces, balas, biscoitos recheados, alimentos coloridos, de forma geral, podem ser a opção de quem está entediado. Um cérebro condenado à monotonia se “desespera”. Nada é mais inadequado para o bom funcionamento do nosso cérebro do que a rotina. A repetição exasperante dos mesmos estímulos, dia após dia, destrói os neurônios até de um gênio, quanto mais de meros mortais. Manipular e comer alimentos com cores e formatos variados oferece algum tipo de estímulo ao cérebro tomado pelo fastio. É uma enrolação, mas tende a funcionar momentaneamente. Não é à toa que nos espaços em que se realizam trabalhos burocráticos – ou muito detalhados, como nas áreas de TI e CPD – o consumo desse tipo de alimento é sempre alto. Bom, nem precisa dizer que esse tipo de comida é, justamente, a última coisa que alguém que fica o dia inteiro sentado deveria comer. O ideal é desenvolver práticas para estimular o cérebro que não envolvam comida. Praticar uma atividade física, ter um hobby, etc., ajuda muito. Ou, pelo menos, substituir os doces por frutas, elas são igualmente coloridas mas muito mais saudáveis
        Açúcar, gordura e carboidrato! Essa é, por excelência a escolha alimentar de 10 entre 10 pessoas com algum tipo de carência afetiva. Pessoas carentes se sentem sem energia, sem motivação para a vida. Aí, entra em cena alimentos como o chocolate ou uma boa massa. É que a energia que essas pessoas precisam pode, aparentemente, ser encontrada em comidas calóricas. Mas, o fato é que para quem está carente, o tão desejado estímulo para viver costuma vir associado ao fato de se sentir amado, desejado, reconhecido e solicitado. Dessa forma, uma necessidade afetiva acaba sendo encoberta por uma solução alimentar. O que, obviamente, não dará os resultados desejados! Como superar isso? Trabalhar a auto-estima! Quem ama e valoriza a si mesmo não depende da aceitação dos outros para viver a própria vida. Se é difícil fazer isso sozinho procure ajuda profissional.
        Seja qual for a sua escolha alimentar, procure diversificá-la. Do ponto de vista psicológico, relação saudável com a comida é aquela queé tão diversa quanto a variedade de alimentos que existem no mundo. Quando experimentamos diferentes alimentos – exercitando nossa capacidade de adaptação e apreciação de sabores, cores e texturas –, estimulamos o nosso cérebro. Cada nova informação gustativa que adquirimos contribui para criar novas conexões neuronais em nosso cérebro. Com isso, nossa experiência sensorial se amplia, renovando nossa capacidade de aprendizagem e de memória. Quando presenteamos nossos sentidos com toda a diversidade de estímulos que há no mundo dos alimentos, rompemos padrões estanques na nossa forma de pensar, agir e sentir. Alteramos, portanto, nossa percepção do mundo e de nós mesmos.
        Afinal, o ato de comer deve oferecer prazer e satisfação tanto para o corpo quanto para a mente!

Angelita Corrêa Scardua, psicóloga especialista em felicidade e desenvolvimento adulto e mestre em Psi­­­cologia Social pela Universidade de São Paulo (USP).


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Resgatando o Amor e Ética nas Relações


Resgatando o Amor e Ética nas RelaçõesMaria Aparecida Diniz Bressani - Psicóloga e psicoterapeuta Junguiana.

        Os relacionamentos humanos estão em crise. Crise porque está acontecendo grande transformação na forma de se desempenhar os papéis sociais, sejam papéis como pais, sejam como homem e mulher e todos os outros. Crise porque nesta transformação de papéis não se sabe claramente o que pode ou não pode, o que é certo ou o que é errado fazer ou exigir numa relação. Mas, a pior de todas as crises é a crise moral e ética em que vivemos. A coisa está tão séria que vemos explodir as denúncias de corrupção na política, a impunidade descabida correndo solta, vemos a violência desenfreada na sociedade humana a ponto dessa violência se infiltrar nos lares, perdendo-se todos os parâmetros. E em todas as situações sobra para nós, pobres mortais, somente a impotência!
         Está certo que a informações estão chegando mais rapidamente para nós, mas o que eu vejo são as crises dos papéis sociais gerando a crise moral e ética na sociedade (que já estava frágil), trazendo assim,cada vez mais em maior proporção, a violência para dentro dos lares e em todos os ambientes habitados pelos humanos.
As relações humanas têm como pacto principal o Amor. Seja este Amor filial, fraternal, parental ou carnal. É o amor que aproxima as pessoas. A aceitação e a admiração são expressões deste Amor. Quando nos sentimos aceitos e admirados por alguém, nos sentimos amados e quando ainda por cima isso é recíproco, mais do que nunca queremos manter esta relação.
        O grande problema é que só amor (o que já não é pouco numa relação) não basta, porque em nome deste amor que é dado, muitas vezes são exigidas coisas que não são do direito e nem legitimadas pelo Amor. Percebemos as invasões dos espaços do outro em nome do Amor, sentimos o desrespeito em nome deste Amor. Portanto, além de Amor, uma relação não sobrevive sem o Respeito. É fundamental respeitar a individualidade do outro, bem como nos respeitar; respeitar nossa individualidade na relação com o outro.

        Outro ingrediente imprescindível em qualquer relação é a Confiança. Sem confiança não investimos, nos envolvemos e não nos entregamos em nada. Sem confiança a relação fica estabelecida na superficialidade,sem nunca saber, realmente, com quem estamos e quem está conosco não sabe, de verdade, quem somos. Mas, para que haja respeito e confiança numa relação é absolutamente fundamental que haja Educação. E o que é Educação? Eu chamo de se ter Educação quando a pessoa ter um mínimo de consciência de seus limites – direitos e deveres - enquanto indivíduo, em toda e qualquer situação de vida – ou seja, noções básicas de ética!
        Hoje é justamente pela deficiência de parâmetros claros e definidos de tais limites, que as pessoas estão muito mais autocentradas em suas próprias necessidades. Não estão conseguindo pensar no outro, nas necessidades do outro e, conseqüentemente, não confiam que o outro genuinamente possa fazê-lo também.
        Estão todos vivendo pelo princípio do prazer, como diria Freud; porque lidar com a realidade realmente não é fácil. As pessoas querem ter tudo, mas não querem dar nada. Pararam na fase dos três anos de idade: querem viver e experimentar tudo o que a vida se lhes apresenta, mas não querem assumir nenhum compromisso e responsabilidade sobre isso, como qualquer adulto saudável faria. Isto
é princípio do prazer. Viver o bem bom da vida sem qualquer comprometimento de sua parte. Está faltando – coletivamente – maturidade para viver a vida realisticamente. Falta o desenvolvimento de valores morais e éticos na relação com a vida e, conseqüentemente, na relação com as pessoas.
        A vida e as relações humanas são feitas de direitos e deveres, mas se não existe um certo grau de desenvolvimento de valores éticos e morais – que eu chamo de educação (porque é na educação recebida que se formam tais valores) – acaba por estabelecer-se contatos e relacionamentos pautados apenas nos meus direitos e totalmente inconsciente dos meus deveres – como qualquer criança de três anos de
idade!
Por isto é importante desenvolver a consciência de onde termina você e
onde começa o outro. Mas quais são a suas necessidades e quais são as necessidades do outro dentro das relações?
        Ter noção de ética e moral é o princípio sine qua non para se
estabelecer qualquer relação. Eu entendo por Ética como conduta de vida, onde sempre precisa estar presente um pensamento básico: Tudo que me faz mal, que me incomoda,que me deixa infeliz provavelmente poderá também afetar o outro e fazer-lhe mal, incomodá-lo e deixa-lo infeliz.
        Um exemplo claro é: se eu tenho um relacionamento fixo com alguém e se me sinto atraído por outro alguém (o que é absolutamente natural que aconteça!), como devo proceder? Devo exercer minha atração e me envolver em paralelo com esta outra pessoa?
        Caso eu o faça, dentro dos parâmetros éticos – baseado no pacto de confiança e respeito dentro da relação (o que lhe seria próprio) –
estaria traindo a confiança do parceiro fixo. Se fosse o contrário: se meu parceiro fixo atuasse sua atração em paralelo à sua relação comigo, como eu me sentiria? O problema é que a maioria das pessoas não faz este tipo de exercício ético: se colocar no lugar do outro.
        E é isto que eu chamo de conduta ética: é saber que o que me atinge como indivíduo e ser humano poderá atingir também o outro, como
indivíduo e ser humano. Independentemente do que a convenção social determina como modelo de atuação para os papéis que representamos (não podemos nos esquecer que a sociedade é formada por cada um de nós – portanto, nós é que verdadeiramente determinamos os modelos dos papéis sociais a desempenhar), jamais devemos nos esquecer de que a base para a relação indivíduo/indivíduo é a ética e a moral, que tem como princípio básico o respeito e a confiança. Caso contrário, o que teremos é uma banalização da vida e, conseqüentemente, das relações que se tornam cada vez mais descartáveis. Todos se tornam descartáveis porque falta amor e respeito pela vida, bem como falta confiança de que a vida proverá.
        É importante que cada um de nós faça a sua parte para sair da impotência na qual socialmente entramos com a crise que se instalou: resgatar finalmente o Amor e a Ética, em princípio na nossa própria vida e depois estender este resgate em todas as nossas relações. Precisamos entender que, realmente, depende única e exclusivamente de cada indivíduo expressar Amor e Ética na própria vida, nas relações pessoais e na sociedade humana de modo geral.

Depressão e Ansiedade no Trabalho


Você conhece a Síndrome de Burnout?
Apesar de cada vez mais frequente, ainda é um diagnóstico pouco divulgado e conhecido. Consiste em um conjunto de sintomas depressivos e ansiosos diretamente relacionados ao trabalho. O portador pode sofrer crises de pânico, desânimo, choro fácil, tonteira, dor de cabeça e outros sintomas presentes nos quadros de depressão e transtorno de ansiedade generalizada, simplesmente ao lembrar que precisa ir ao trabalho no dia seguinte, ou naquela manhã.
Em casos mais graves a simples visualização de um comercial da empresa na TV, ou passar em frente a uma filial da empresa em que trabalha na rua, já pode despertar uma crise. As pressões no trabalho como a cobrança aos funcionários de metas quase inatingíveis, principalmente quando associados ao assédio moral, ameaças de demissão ou punição, bullying e a um ambiente de trabalho com muitos agentes estressores(atendimento ao público e riscos de violência por exemplo) aumentam as chances do surgimento da Síndrome.
Empresas com baixo investimento na qualidade de vida dos funcionários, sem políticas de bem estar, responsabilidade social e sustentabilidade estão mais sujeitas a registrarem um maior número de casos de afastamento por licença médica causados por sintomas psiquiátricos.
A prevenção com campanhas internas de saúde, um setor de recursos humanos competente e responsável, além do respeito as leis trabalhistas essenciais, já são um grande passo para evitar um aumento do absenteísmo.
Portanto é importante que o trabalhador conheça e exija seus direitos e que os empreendedores se conscientizem da importância de cuidar de seus funcionários, principalmente oferecendo assistência psicológica e psiquiátrica preventiva e de suporte permanente. O diagnóstico precoce facilita o tratamento, por isso é importante fazer uma avaliação com um profissional da saúde mental, o mais rápido possível, ao menor sinal e suspeita da presença deste sintomas.
Você conhece algum caso de Síndrome de Burnout?
Equipe Médica Dr. Paulo André Issa
PNAP Neurociência e Psiquiatria
Cérebro & Bem Estar
Tags: psiquiatra barra, psiquiatra rio, psiquiatria barra, psiquiatria rio
Categorias: CSM CANAL SAÚDE MENTAL Notícias

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quando se está apaixonado, se é louco [...]
É o seu próprio eu que se ama no amor,
o seu próprio "eu" realizado ao nível imaginário.
(Lacan, 1986)
....Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais. Somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos. Somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos, sem querer ... Freud

O valor de um sorriso

Tem um texto que acho lindo..ganhei de uma tia,quando meu tio muito amado faleceu...

O VALOR DE UM SORRISO

Não custa nada e rende muito.

Enriquece quem o recebe, sem empobrecer quem o dá.

Dura somente um instante, mas seus efeitos perduram para sempre.

Ninguém é tão rico que dele não precise. Ninguém é tão pobre que não o possa dar a todos.

Leva a felicidade a todos e a toda parte.

É o símbolo da amizade, da boa vontade. É alento para os desanimados, repouso para os cansados, raio de sol para os tristes, consolo para os desesperados.

Não se compra nem se empresta.

Nenhuma moeda do mundo pode pagar seu valor.

E não há ninguém que precise tanto de um sorriso como aqueles que não sabem mais sorrir...

Quando você nasceu todos sorriam e só você chorava...Viva de tal maneira, que quando você morrer todos chorem e só você sorria...

Então...tentar sorrir mais...

SOLIDÃO - Sobre Chico Buarque

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que
experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto
é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se
impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe
compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da
natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto
é circunstância.
Solidão é
muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós
mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....

Francisco
Buarque de Holanda

Saudades

Lindo Texto da Clarice Lispector:
Saudades
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...

Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor ! por Fernanda Montenegro

O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem
afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está
o macho da espécie humana.

Tive apenas 1 exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação
num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo,
(1952-2008) mas, na verdade acredito que era ele quem também me
mantinha firme no relacionamento. Portanto, por uma questão de
auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!'

Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade
a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda
restam:

1. Habitat
Homem não pode ser mantido em cativeiro.
Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai
prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada
diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

2. Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe
em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai
pegar de outra. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã os
mantém viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço
diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo
menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato
especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem
não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e
resolutiva.

3. Carinho
Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a
rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor.
Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo,
trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando
não houver mais volta.

4. Respeite a natureza
Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos?
Liberdade? Carros? Case-se com uma Mulher. Homens são folgados.
Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir
a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem,
prepare-se para isso.

5. Não anule sua origem
O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico
valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos,
empreendimentos. Entenda tudo isso e apóie.

6. Cérebro masculino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na
existência do cérebro feminino.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas
realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos).
Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero
objeto de decoração.

Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados,
tente se relacionar com um homem de verdade.
Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao
contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona
como repelente para os homens.
Não faça sombra sobre ele...
Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu
lado, nunca atrás.
Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele
estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para
motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu
homem, ela estará salvando a si mesma.

E Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com
uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!

Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!

Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui
fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o
levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.

Com carinho,
F. M.

Ser transparente


Às vezes, nos perguntamos por que é tão difícil ser transparente.
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero e não enganar os outros. No entanto, é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sentimos. É desnudar a alma, deixar cair as máscaras e baixar as armas.
É destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche e transborde.
Infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da profundeza do nosso ser.
Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que não sabemos todas as respostas, que somos frágeis, que temos medo.
Por mais doloroso que seja construir uma máscara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção.
E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que não condizem com o nosso verdadeiro eu.
Não porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso.
Com o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que já não sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a doçura, a compaixão e a compreensão.
Muitas vezes sofremos e nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos sozinhos, num silêncio que nos remete à saudade de nós mesmos.
Saudade daquilo que pulsa e grita dentro de nós e que não temos coragem de mostrar àqueles que nos querem bem e que nos amam.
Aprendemos que nos mostrar com transparência é sinal de fraqueza, é ser menos do que o outro. Na verdade, se agíssemos deixando que a nossa razão ouvisse o nosso coração, poderíamos evitar muita dor.
* * *
Quando formos surpreendidos pelo sofrimento de qualquer natureza, lembremos primeiramente de Deus, Pai amoroso, que nunca desampara um filho Seu. Fortaleçamo-nos na prece e na fé que conforta e acalma.
Ao partilhar as dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas serão abrandadas, pois dividir as angústias, medos e aflições, as torna menores.
Quando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes também aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos é nossa também.
Expor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais será sinal de fraqueza.
Procuremos, pois, de forma equilibrada, não prender tanto o choro, não conter a demonstração da alegria, não esconder tanto o nosso medo e nossas aflições. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer tão invencíveis.

Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida.
Em 05.07.2011.